quinta-feira, 23 de julho de 2009

Wall-e


Elenco: Vozes na versão original de: Fred Willard, Jeff Garlin, Ben Burtt, Kim Kopf, Garrett Palmer, Sigourney Weaver.

Direção: Andrew Stanton

Gênero : Animação

Distribuidora: Disney

Após entulhar a Terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou o planeta e passou a viver em uma gigantesca nave. O plano era que o retiro durasse alguns poucos anos, com robôs sendo deixados para limpar o planeta. Wall-E é o último destes robôs, que se mantém em funcionamento graças ao auto-conserto de suas peças. Sua vida consiste em compactar o lixo existente no planeta, que forma torres maiores que arranha-céus, e colecionar objetos curiosos que encontra ao realizar seu trabalho. Até que um dia surge repentinamente uma nave, que traz um novo e moderno robô: Eva. A princípio curioso, Wall-E logo se apaixona pela recém-chegada.








http://www.cinepop.com.br/filmes/walle.htm

quinta-feira, 2 de julho de 2009

À procura da felicidade



01/02/2007
por Marcelo Forlani

Sabe quando você ouve aquela história impossível de superação, do cara que estava abaixo do fundo do poço e consegue dar a volta por cima? A primeira reação é dizer "ah, vá! Isso não pode ser verdade". A segunda, ainda sem acreditar, é "Imagina... isso só acontece em filme". Este é À procura da felicidade (The persuit of happyness, 2006), filme inspirado na vida de Chris Gardner, um ex-vendedor de São Francisco que conseguiu se tornar um milionário corretor das bolsas de valores.

No filme, interpretado por Will Smith, Chris Gardner é a personificação da Lei de Murphy. Tudo o que poderia dar errado em sua vida, deu. Perdeu a esposa, a casa, o carro e suas economias em um investimento furado em scanners ósseos que logo caíram em desuso. Só sobraram seu filho, de 5 anos, e seu sonho. Parece um dramalhão edificante. E é. Deve ter horas em que até o projecionista fica com vontade de desligar a máquina e acabar o filme por ali, para tentar evitar que o protagonista se ferre ainda mais. Não adianta, o sofrimento parece infinito e dura até o fim das quase duas horas de rolo.

Rebobinando a história, tudo começa nos anos 80, em São Francisco. Chris Gardner era um vendedor que ao ver um engravatado estacionando uma Ferrari se encanta com o visível sucesso do sujeito e pergunta ao executivo o que ele faz para possuir o tal veículo. Descobre assim que trabalhar na bolsa de valores dá dinheiro e decide investir na carreira. Ao saber que o marido está disposto a involuir, apostando seu futuro em uma vaga de estagiário em uma empresa corretora de títulos e valores, a esposa decide sair dali e se muda para Nova York.

Milagrosamente, ele consegue a vaga de estágio mesmo indo fazer a entrevista com os sócios da empresa direto da cadeia, onde ficou preso por não ter pago multas do carro que nem tinha mais. E com o estágio garantido as coisas começam a se acertar? Que nada! O trabalho não é remunerado. Os seis meses de curso serão eternos, com o pouco de dinheiro que havia sobrado se esvaindo mais rápido que brigadeiro em festa de criança. Sem condições de pagar aluguel, Chris e seu filho passam a viver na rua, dormindo um dia no metrô, outro nos abrigos para sem-teto. A vida não era fácil, mas usando a sua inteligência, o bom humor e a capacidade de lidar com as pessoas Chris vai sobrevivendo e mantendo saudável a sua relação com o filho.


O peso de Hollywood

É difícil acreditar no que se vê na tela e a verdade é que a história não foi bem assim. Chris Gardner e seu filho passaram noites no metrô e dormiram muito no abrigo para sem-teto, mas foi para economizar os mil dólares que ele ganhava no estágio. O roteirista Steven Conrad dramatiza o que já era duro. "Carrega na tinta", como se diz no jargão jornalístico. Tudo em nome do "sonho americano", da vontade de mostrar que qualquer um consegue enriquecer na "Terra da Liberdade". O fato do Chris trair sua primeira esposa e ser acusado de bater na segunda também não é citado. O que resta é só o paizão perfeito, que não mede esforços para proteger sua cria.

Descartando toda essa "liberdade criativa", que quase desclassifica o filme do gênero cinebiografia, o drama funciona muito bem. As escolhas do diretor italiano Gabriele Muccino, Will Smith (indicado ao Oscar de Melhor ator) e do seu filho Jaden Christopher Syre Smith não deixam dúvida: o intuito aqui é emocionar o público - e isso o trio consegue. Por isso fica aqui o aviso: não esqueça o lenço de papel. A caixa toda!,

FONTE : www.omelete.com.br


quinta-feira, 14 de maio de 2009

A vida é bela




A Vida é Bela é uma comédia e por isso desperta fúria e comoção. Fúria porque para alguns judeus e os politicamente corretíssimos o massacre nazi-fascista não deveria jamais servir de argumento para uma história tão leve e bem-humorada sobre o sofrimento no holocausto. Comoção porque conta a luta heróica de um pai determinado em fazer da guerra um jogo pueril para proteger o filho da cruel realidade dos seguidores de Hitler e Mussolini.
Não que a metáfora não sirva para amplas discussões: Guido chama as ações nos campos de concentração de gincana onde os judeus que seguirem as regras - esconderem-se, manterem-se em silêncio e não pedirem por comida - ganham pontos e concorrem a um tanque de guerra. A produção comove e convence sobre como a sétima arte pode emocionar com situações insólitas aliadas a fragmentos de realidade. Uma fábula humanista sem propósitos políticos, nem objetivo de deturpar a história.












Guido e a família:

vida feliz e

tranqüila antes

do holocausto


A Vida é Bela tem uma fórmula semelhante a de Central do Brasil. As atrocidades do holocausto judeu de Benigni não tem nada do chocante realismo visual de O Resgate do Soldado Ryan, ou do sufocante horror psicológico de Além da Linha Vermelha - dois principais filmes retratando a guerra, o primeiro do final do ano passado e o segundo com estréia prevista para o outono deste ano no Brasil. Assim como a produção brasileira, ela aposta em situações bem particulares para despertar a memória coletiva - pode ser o holocausto, a fome, a violência, a impotência.

E as coincidências se estendem a outras caracteríticas das produções: as duas têm entre seus principais personagens uma senhora chamada Dora e um garoto de nome Josué ou Giosuè (em italiano), a italiana já recebeu 30 prêmios em festivais e votações de público e crítica em todo o mundo e a brasileira 28. Sem falar nas atuações impecáveis dos protagonistas Roberto Benigni( também co-roteirista e diretor) e Fernanda Montenegro.






















http://www.terra.com.br/cinema/comedia/vida_bela.htm


quarta-feira, 6 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O homem que virou suco



Clássico e Popular

O Homem que virou suco é exemplo típico ? e um dos melhores ? de um conjunto de operações que o cinema brasileiro fazia na segunda metade da década de 1970 para estabelecer um diálogo melhor com o público, sem trair as conquistas estéticas do Cinema Novo e do Cinema Marginal.

Para começar, o filme reelabora padrões da narrativa clássica com ingredientes de um cinema popular. Basicamente, é a história do duplo (expressionismo alemão) e do homem errado (policial estadunidense) que se desenrola entre Severino e Deraldo, os dois sósias nordestinos envolvidos num equívoco criminal. O tema igualmente clássico do imigrante é tratado desde o título, e em toda sua extensão, como material de literatura de cordel. Assim o diretor procura fundir seu filme com formas de representação características do povo nordestino.

Naquele período, o cinema brasileiro também experimentava uma crescente simbiose entre práticas do documentário e da ficção, num movimento iniciado por Iracema ? Uma transa amazônica, em 1974, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna. Daí a importância da improvisação nos diálogos, de uma relação especialmente livre entre câmera e atores e até de uma certa submissão da técnica às condições do local de filmagem.

Por fim, vemos um diretor que não abre mão de seu passado. É nas seqüências de rua que João Batista de Andrade semeia os ecos de sua militância no cinema marginal paulista anos antes, quando era comum promover-se performances em praça pública para que o filme absorvesse o inesperado da participação popular.

Esta denúncia do esmagamento dos deraldos e severinos, seja pela marginalização, seja pela inserção aviltante, conta com a sensibilidade do diretor para criar uma poética em meio ao drama e à comédia. As cenas da batida policial noturna e da leitura da carta no alojamento dos operários são reveladoras de um olhar humanista que transcende toda urgência e objetividade.















A presença de José Dumont, no filme que o revelou plenamente, extrapola a mera questão cênica. No fundo, é o próprio ator que está na pele de Deraldo, ele que também chegou da Paraíba sem documentos e soube se impor pelas artes do talento. Coisa semelhante se passou com o próprio filme, lançado em 1980 sem maior repercussão e ?redescoberto? pelos brasileiros depois de vencer ex-aequo o Festival de Moscou. O suco, portanto, só veio depois da vodka.

O curta que complementa este programa reverbera o tema da imigração a partir de outro ícone da cultura nordestina: a canção Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Uma animação naïf, mas expressiva, reitera o drama da fuga para um sonho impossível.
















* Por Carlos Alberto Mattos, Crítico e pesquisador de cinema, autor de livros sobre Walter Lima Jr., Eduardo Coutinho, Carla Camurati, Jorge Bodanzky e Maurice Capovilla. Crítico de O Globo, do site criticos.com.br e autor do DocBlog / Globo Online.

http://www.programadorabrasil.org.br/programa/45/

terça-feira, 28 de abril de 2009

O caçador de pipas




















Amir (quando jovem interpretado por Zekiria Ebrahim e, quando adulto, vivido por Khalid Abdalla) é um menino tímido, que gosta de escrever histórias e foge de encrencas. Seu melhor –e único- amigo é Hassan (Ahmad Khan Mahmoodzada), filho do empregado de seu pai, que o protege e dedica a ele idolatria total. O passatempo preferido da dupla é empinar pipas, e Hassan tem um dom especial para encontrá-las, quando cortadas, antes das outras crianças. Enquanto uma dúzia de garotos correm pelas ruas de Cabul seguindo as pipas coloridas, Hassan já sabe exatamente onde cada uma delas cairá. E lá aguarda, confiante.

Mas é justamente em um torneio de pipas que a amizade dos dois toma um rumo diferente. Hassan vai sozinho atrás de uma pipa e acaba sendo encurralado por meninos que, por preconceito com sua etnia, o violentam. Amir assiste a tudo, escondido e com medo de intervir. Só que, mais tarde, passa a ser torturado pela culpa e o arrependimento, e não tolera mais a presença do amigo.

















Os dois se afastam, magoados, mas têm de enfrentar problemas mais graves quando a União Soviética invade o Afeganistão e, depois, quando o Talebã domina o país. Amir e seu pai são obrigados a fugir do país e a reconstruir a vida como refugiados nos Estados Unidos. Lá, Amir vira adulto, faz faculdade e se apaixona. Mas a vida, que parecia ter ficado na calmaria, muda novamente de rumos, e ele terá de voltar a Cabul para encarar seu passado. As filmagens de “O caçador de pipas” foram realizadas na China ocidental, lugar com cenários naturalmente semelhantes aos do Afeganistão. Os diálogos da primeira fase, quando os personagens ainda são crianças, são todos em dari, uma das duas principais línguas do país. Tudo isso atrai veracidade e sensibilidade ao longa, que, no entanto, não consegue atingir o mesmo nível dramático do livro. Apesar disso, o diretor Marc Forster merece reconhecimento pelo lindo trabalho que fez na seqüência em que os meninos participam do torneio de pipas, levando o espectador a passear por um céu colorido de papel de seda e, ao mesmo tempo, por um amontoado de lajes e casebres, numa visão panorâmica de Cabul.

Adaptação

Na transposição do livro para o cinema, “O caçador de pipas” perdeu parte de seus dramas mais pesados –talvez até para evitar problemas e alta classificação indicativa. Uma das seqüências mais sofridas do livro, vivida pelo filho de Hassan, foi eliminada da história no longa-metragem. Para facilitar, as passagens de tempo também foram diminuídas, já que o livro abrange um período de cerca de 30 anos na vida do protagonista. “O roteiro enxuga a narrativa do livro. Ele incorpora quase tudo que a história conta, mas simplifica a cronologia”, explica o roteirista David Benioff.

Polêmica











As filmagens de “O caçador de pipas” foram cercadas de problemas e polêmicas. Quatro das crianças que participaram do longa tiveram de deixar o Afeganistão devido a preocupações com segurança, anunciou em dezembro o estúdio.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O que é cegueira em nossa sociedade ?

Cegueira em nossa sociedade é como um vírus que se multiplica. A cada dia que passa as pessoas tornam-se mais cegas. Somos cegos por não perceber as calamidades e enganações sobre o mundo, somos cegos por não ver que o próximo necessita de ajuda e nem sequer abrimos os olhos para ver o que acontece. Nossa sociedade é um caos, somos cegos e nem percebemos! Não damos valor uns aos outros e nos tratamos como animais selvagens querendo ter poder sob o outro.
Sim, a sociedade é cega, nosso modo de agir é cego, nossa vida é cega. E o que somos? Somos os cegos do mundo!

Thais Pereira-17